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Angola Hoje
Desde: 25/04/2017      Publicadas: 9      Atualização: 01/05/2017

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 Editorial

  30/04/2017
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Editorial

Greve num país corrupto

Editorial

Nenhum país é perfeito. Por isso, existem vários partidos, uns de direita outros de esquerda, para poderem exprimir a sua opinião e fazer do país um país melhor. Só que, em Angola isso não existe. De facto, o nosso país é corrupto até nas eleições presidenciais. Nem nos podemos exprimir porque Angola não é um país como os outros, não é aberto como os Estados unidos da América ou a Europa. Em Angola não se tem direito à greve, a população tem de se calar e obedecer, não tem direito de dar a sua opinião. Por isso, a greve que toca os professores angolanos põe em perigo o emprego deles.

Relembremos que a paralisação abrange os estabelecimentos públicos e comparticipados do subsistema de ensino não universitário em todo território nacional, como forma de pressão pela tomada de medidas que visam à resolução dos problemas em causa. Com essa greve os professores tentam comunicar seus descontentamentos, ou seja: os salários baixos e as atualizações nas carreiras.

É claro que o governo não vai resolver coisa nenhuma. Nunca se preocupou com os professores que, segundo ele, falam muito mas não fazem nada. Aí, os professores mostraram o contrário.

É importante frisar que o futuro de um país faz-se com os alunos de uma escola porque eles representam as gerações futuras. Assim, conquista-se a independência financeira de um país com boas escolas e emprego para os seus cidadãos. É normal reivindicar os seus direitos e é verdade que essa situação desfavorece os alunos que não pediram nada e que ficam sem ter aulas mas essa é uma maneira para que os professores se façam entender mais rapidamente para que o governo possa resolver esta situação da melhor forma possível.

O Sinprof diz aguardar desde 2013 por respostas do Governo, principalmente sobre o aumento do salário, a promoção de categoria e a redução da carga horária, mas "nem sequer 10% das reclamações foram atendidas".

Deste modo, ainda bem que existem pessoas que exprimem a sua opinião, mesmo que isso ponha em perigo o emprego deles, com o objetivo de mostrar ao estado que o povo nem sempre está de acordo com certas medidas. Não temos de ter medo do Ministro da Educação, Pinda Simão quando intimida os professores de Luanda declarando que irão sofrer com as consequências caso adiram à greve convocada pelo Sinprof. Somente a sua posição viola o direito à greve ameaçando os professores que aderirem. Para os professores, a prova de que estão diante de uma violação por parte de Pinda Simão é apoiada no artigo 26º da Lei 23/91 de 15 de Junho (Lei da Greve). O artigo diz que "Aquele que declarar, exercer ou impedir a efetividade de uma greve lícita por meios violentos, ameaças, coação ou qualquer meio fraudulento, será punido com a pena de prisão até 6 meses e multa correspondente, se pena mais grave não couber nos termos da lei." Consequentemente, não devemos desistir perante ameaças das altas patentes do governo.

Só são os que trabalham com o governo que não estão de acordo e isso porque metem todo o dinheiro do estado no bolso. O nosso país é corrupto e temos todos de lutar contra isso para imaginar um dia um país unido e forte. Um país tão rico como angola não deveria passar por estas dificuldades. É triste mas é a realidade.







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